
Hoje testemunhei algo “estranho” (pra não usar outra palavra) assim por dizer, vindo de nosso Diretor de Cultura, onde ele estava naquele momento exercendo seu papel profissional pelo qual ele é mais conhecido entre os Santacruzenses. Estava eu a comer meu lanche em uma determinada lanchonete quando vejo o mesmo fazendo “gracinhas” com um grupo de Hip Hop, onde escuto a seguinte expressão “Se eu tirar o meu fundo...” até aí tudo bem (normal), mas a forma como o mesmo estava, quase que de “quatro e passando a mão na bunda”... Chega até a ser cômico (pra não dizer outra coisa). E o mesmo ainda falou “Vamos ressucitar o Capibaribe Rock...”. Enfim... Preciso dizer mais alguma coisa?
Onde está a cultura e as opções de lazer quando precisamos realmente delas? Será que está “na 29” ou em algum bar? Ou talvez em cima de um carro de som passando a mão na bunda? E eu sei!? O que vejo é um total descaso aqui na nossa cidade quando se trata de tais assuntos. Só vou dar dois exemplos, onde os demais deixo que vocês leitores desse desabafo imaginem. Um: para se assistir a uma peça de teatro (onde uma Companhia formada de amigos que se dedicaram, ralaram por mais de três meses ensaiando) é quase que necessário levar uma lanterna pra iluminar o palco, visto que falta uma iluminação adequada (é verdade que colocaram alguns canhões de luz extra, mas é só um paleativo mesmo para não ficar ainda mais vergonhoso). Dois: o projeto Som na Praça, evento este que estava se consolidando entre os jovens da cidade, onde se podia ouvir boa música e assistir a apresentações de dança e outras coisas aqui mesmo de nossa cidade (sempre em dois fins de semana de cada mês) e que agora está parado a mais de 04 meses.
O que se nota nas festinhas de rua, de clubes ou em alguns “pontos turísticos” de nossa cidade é o número cada vez maior de jovens (muitos deles menores de idade, onde raramente vejo uma vigilancia por parte de nosso Conselho Tutelar) se embriagando e usando as ruas próximas como “moteis a céu aberto”, onde penso que isso mudaria se nosso Poder Público promovesse iniciativas que visassem mostrar outras alternativas de lazer.
Me pergunto, quando vamos acordar? Termino esse texto com a frase da mesma música “Tédio,esse é o programa...”. Espero que, para conseguir ter um sorriso no meu rosto ao sair de casa, não tenha que ver novamente alguém com a mão em outro “lugar diferente”.
Por Thonny Hill, estudante de Biologia da UEPB e jornalista em horas vagas.


